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Os primeiros músicos
dos quais temos registo
Domingos
Fernandes do lugar da Gestosa
Domingos
Medeiros do lugar da Gestosa
A ideia
partiu do Maestro Ferrador proveniente de Cabeceiras de
Basto ajudado
monetariamente pelas famílias dos Canedos e dos Baptistas do
lugar da Vila Pequena da nossa freguesia.
Contou
então com a ajuda de indivíduos que já tocavam na altura
instrumentos de cordas (violas, violão e guitarra
portuguesa) e com músicos vindos de Cabeceiras de Basto e
Limões.
O primeiro
local de que há lembrança era numa sala da casa da Dona
Benta da família Canedo, onde se juntavam todos e ao qual se
chamava o “CLUB”, decorriam aí os ensaios e faziam algumas
danças da altura onde a mais famosa e que ainda muita falada
cá freguesia era a dança da quadrilha que era orientada pela
família dos Baptistas que tinham vindo do Brasil.
Actualmente
possui umas condições excepcionais concedidas pela Junta de
Freguesia.
De princípio
andavam todos a pé contando com alguns mas poucos cavalos.
Mais tarde apareceram algumas camionetas de caixa aberta
muito desconfortáveis os quais relatam chegar às festas
cheios de pó e eram sacudidos à entrada das festas com
giestas e outra vegetação que funcionavam como escovas.
Neste caso contaram com as carrinhas do Sr. Elias de
Viveiro, depois com o Sr. Francisco de Viveiro também,
depois o Cerdeira do Telhado, João de Sanfins, Mário
Machado, Barroso e Sr. (António Pereira - Carpinteiro),
posteriormente, já sob a regência do Maestro Porfírio de
Magalhães foi adquirida um autocarro que já foi destruído de
momento o transporte é assegurado pelos músicos que possuem
carro, visto que a câmara municipal se nega a prestar este
serviço.
As festas
mais distantes realizadas ainda no tempo em que andavam a pé
foram (segundo Domingos Martins):
- Senhora da
guia em Ribeira de Pena
- Outeiro
(Montalegre)
- São Bento
(Gerês)
Haviam
festas em que tinham de sair com três dias de antecedência.
Segundo
Domingos Martins e Lucília Ponteira, dormiam em casa dos
mordomos. Quando tinham duas festas seguidas em terras
diferentes e chegavam tarde, dormiam nos palheiros. O que
mostra um amor muito profundo à causa.
Se fosse
perto iam e vinham no mesmo dia.
O número de
elementos foi desde sempre variável contudo começaram por
ser alguns 19 podendo variar entre os 16 e os 20, entretanto
sob regência do Maestro José Pereira do Antigo este número
alargou-se ao 42, de momento possui 40 com muita qualidade,
visto que a formação musical foi mais cuidada e os elementos
devidamente seleccionados.
De princípio
desembaraçaram-se com instrumentos usados de outras bandas e
posteriormente conforme as possibilidades foram adquirindo
alguns de novo.
De momento
todo o instrumental é de alta qualidade e novo, adquirido
através de apoios concedidos pelo Conselho Directivo de
Baldios da Freguesia do Couto de Dornelas, Junta de
Freguesia e Ministério da Cultura ao abrigo de uma
candidatura co-financiada pelo FEDER (Fundo Europeu de
Desenvolvimento Regional). Ao fim de 10 anos de actividade
(1997 - 2007) a Câmara
Municipal ainda não contemplou a Banda com qualquer tipo de
apoio.
De momento a
direcção juntamente com a Confederação Musical Portuguesa e
com a Federação Trasmontano Duriense de Bandas Filarmónicas,
está a equacionar uma pré-candidatura a outros fundos
comunitários para os anos de 2007 a 2013.
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